Building Information Modeling

por Susana Lucas
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Nos últimos 3 meses de 2016 estive a frequentar uma formação, 4ª edição, em BIM, organizada na Ordem dos Engenheiros em Lisboa (existiu outra no Porto), lecionado por um grupo de docentes da Universidade do Minho.

A primeira aspeto que destaco foi ser sempre reforçado que todos estávamos a aprender, mesmo os docentes, dado a tecnologia ainda ser muito recente.

Depois julgo que fico igualmente presente em todos os participantes que o futuro da construção passa pelo BIM. Como passamos do desenho “à mão” para o desenho em programas informáticos (o auto-cad o mais comum), o próximo passo será passar para o BIM.

E o que é isto do BIM? Na área da construção já toda a boa gente deve ter “ouvido falar” por ai. O que apreendi é passa para além do 3D. Ou seja, além de se desenhar todas as especialidades em 3D, existe outra informação acoplada ao que se desenha ou representa.

Passo a explicar. Por exemplo uma bacia retrete. Hoje em dia no site dos fornecedores já existe os desenhos, em 3D, que podem ser descarregados. Mas para além do desenho, por si só, existe diversa informação que vem com o desenho. Por exemplo, desde o tipo e dimensões de ligações que a bacia retrete aceita, tanto de abastecimento como de drenagem, como também informação do numero de série, necessidades de manutenção, entre outros. O que isto permite, que se tenha no final da obra uma real compilação técnica num único ficheiro.

Mas voltando ao projeto, com o BIM, ficheiros .ifc, permite a ligação ou interoperabilidade entre vários programas, ou seja, as várias especialidades. O arquiteto pode enviar o seu ficheiro para as diversas especialidades, não podendo as especialidades alterar o seu ficheiro, mas trabalhar sobre este, como também terem acesso a informação atualizada que entretanto foi gerada pela arquitetura. Após o cálculo das diversas especialidades pode-se importar até ao parafuso (por exemplo de uma estrutura metálica) novamente para a arquitetura. Existe igualmente programas de deteção de anomalias entre especialidades e de relatórios automáticos para cada uma delas.

A “cereja no topo do bolo” do projeto, programas de visualização virtual dos projetos, que pode ser uma aplicação para telemóvel e ao mover-se este a imagem é alterada como estivéssemos dentro do projeto, como também tipo jogo de computador (sem armas!).

Considero que a grande mais valia será para a gestão das instalações. Como referi anteriormente vai existir uma compilação de informação em um único ficheiro. Existem igualmente programas que permitem “ler” essa informação e pode chegar à deteção de anomalias e envio de relatórios para a manutenção, com indicação desde o número de série do equipamento, à anomalia detetada e a urgência de reparação da mesma.

Em Inglaterra já todas as obras públicas são efetuadas em BIM. A normalização europeia está a ser desenvolvida. Que esta será a nova realidade da industria da construção, disso não podemos ter dúvidas, apenas de quando chegará a Portugal?

 

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