Escolas ao Ar Livre

por Susana Lucas
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Um tema que talvez tivéssemos que ter em consideração ao fim de mais de um século – Escolas ao Ar Livre.

Estive a leu uma tese de Doutoramento de Camilo Augusto de Figueiredo de 1922 sobre o assunto. Começa assim o texto:

“A questão das <<escolas ao ar livre>> pode, pois, considerar-se sob múltiplos aspetos. Este assunto, interessante sob qualquer ponto de vista que se encare, duma importância social considerável, tem merecido, nos últimos tempos, em quase todos os países civilizados, um dos primeiros lugares entre os problemas capitais que se prendem com o bem da humanidade.”

Na altura a questão das escolas ao ar livre estava relacionada com a minimização da prevalência da tuberculose em especial na idade escolar.

A primeira escola foi fundada em 1904, recebeu o nome de Waldschule ou Escola da Floresta. Destinava-se a 249 crianças que passavam na escola toda a manhã, regressando de tarde às suas famílias. Por volta de 1907 é o Reino Unido que começa a criar escolas deste tipo e França por volta de 1911 com vegetação e bosques na propriedade da escola. Outros países deram também os seus passos como a Suíça, Argentina, Uruguai…

Apenas como curiosidade no plano de atividades diárias inclui jardinagem (2 vezes por dia) além das aulas ao ar livre e sesta! Até o cardápio das 5 refeições diárias é apresentado, também bastante curioso…

Recomendo vivamente a leitura do documento que tem pormenores e curiosidades bem interessantes.

Tendo em conta a atual conjetura mundial, será que não temos que repensar as escolas e outros espaços com elevada aglomeração de pessoas e fechados? Fica a reflexão.

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