Evolução e Dimensão das Habitações

por Susana Lucas
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Hoje tive que ir efetuar um trabalho a Alter do Chão. Passei por uma localidade, já não me recordo do nome, ainda no Ribatejo e vi a casa da foto e comecei a pensar… a chaminé ocupava grande parte da casa.

Olhando para a foto pode-se ver atrás uma casa muito mais recente em que acontece o contrário, além de ter primeiro andar ou a do lado com o pé-direito maior.

Pela tipologia da casa e dos materiais de construção pode-se apontar para uma construção com mais de 100 anos. Mas porquê que para uma casa com uma área de implantação tão pequena existia uma chaminé tão grande e agora (ou mais recente) a proporção da chaminé diminuiu?

Parece-me que a utilização da chaminé com as várias potencialidades, aquecimento, cozinhar no seu interior, fumeiro, deixou de ser usual, será isso? Alteramos a nossa ligação às nossas habitações?

Em termos de dimensões a evolução foi inversa, ou seja, começaram a ficar maiores as habitações. As condições económicas médias melhoraram e potenciaram esta nova realidade. Mas será mesmo necessário? Parece que agora temos divisórias para tudo, quem não tem o seu escritório (eu pelo menos tenho!) em casa? Quanto tempo passamos em casa (sem contar com o tempo a dormir) e utilizamos as divisões disponíveis?

Há cerca de 6 anos visitei um condomínio em Berlim Oeste onde as habitações podiam ser transacionadas por divisão. Todas as divisórias estavam pré-infraestruturadas de forma a permitir alterar o seu tipo de uso. Considerei logo uma solução interessante.

Será que não temos que olhar para as nossas casas não como um bem e mesmo por vezes para mostrar a nossa condição económica, mas para ser utilizada? Quantas divisões serão necessárias por agregado familiar? Fica um tema de reflexão!

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