Websummit – Reflexão para melhoria

por Susana Lucas
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Foi com grande expectativa que aguardei o início do Websummit, aliás eu e a Cheila (que fomos juntas), tínhamos comprado os bilhetes à cerca de 1 ano. Contudo não tive disponibilidade para ir todos os dias e lá fomos na 4ª feira da parte da tarde, e conseguimos ver o que queriamos…

Assim deixo aqui algumas sugestões de melhoria para o evento:

– Sustentabilidade: pareceu-me que podiam efetuar mais medidas, desde não permitir o uso de plástico, reduzir o numero de folhetos e publicidade que não têm outra utilidade. Ter mesmo uma área dedidada exclusivamente à Sustentabilidade, tanto em termos de novas tecnologias e desenvolvimentos como informação apelativa para mudar mentalidades;

– Inovação: que seja um evento com um forte impacto nas pessoas, tanto permitindo uma maior interação (não deve ser fácil com tantas pessoas em simultâneo…) por exemplo com atividades especificas a horas especificas, sobre determinados temas, para juntar pessoas, como ser mais visual e auditivo, com luz, som, música, para se criar emoções nos participantes. Mostar efetivamente o que existe de tecnologia a funcionar (não consegui por exemplo verificar o que efetivamente as startups estão a fazer (tinham espaço muito reduzido).

Assim sendo um evento que vai estar 10 anos em Portugal com toda a certeza que pode e deve melhor para criar um impacto muito positivo aos participantes.

Da parte da Cheila temos uma reflexão muito mais holística, que já enviou mesmo para a organização do evento:

Eu sugiro que para o próximo ano tenhamos o contributo de artistas “verdadeiros” (arquitetos, pintores, desenhadores, dançarinos…), mais pensadores (filósofos, teólogos…) E CRIANÇAS (que são um claro sinónimo de CRIATIVIDADE), para os próximos eventos, se a Web Summit quiser impressionar e inspirar as pessoas a participarem mais vezes e trazerem família e amigos. Temos nos concentrado demasiado no lado “comercial”, “financeiro” e “redes sociais” da tecnologia. Essa é a superfície da sociedade. Há muito mais para explorar do que isso. É hora de pensar para o que usamos a tecnologia. Mais do que ver investimentos financeiros em startups, networking, e oportunidades de carreira, sentimos falta de criatividade, beleza e harmonia, algo como Burning Man.

A vida não é só faturar e ter sucesso (e o que é sucesso, afinal?). É trazer cor, alegria, diversão, risos e inspirar as pessoas a serem criativas por elas próprias. É sermos autênticos, genuínos, “fora da caixa”. O véu do “show off” não cega mais as novas gerações (vá lá, estamos cansados daqueles homens de gravata com braços cruzados e mulheres de saltos altos e de aparência atraente a “vender sucesso”. Isso já é do século passado…). Ou entendemos que a tecnologia foi feita para facilitar nossas vidas, para que possamos nos concentrar na nossa autodescoberta, o nosso verdadeiro potencial com foco na criação da “Nova Era” e formas de viver mais saudáveis, sustentáveis e felizes, ou estaremos condenados a nos “robotizar”, abandonar o ser criativo que nascemos para ser, para apenas nos encaixarmos numa sociedade que funciona mais como uma “Matriz de Controle”, ao invés de progredirmos como humanidade, respeitando o planeta em que vivemos. Precisamos de causar maior impacto emocional e isso só é possível quando envolvemos as pessoas verdadeiramente no processo de criação. A verdadeira prosperidade e abundância nasce da vontade de agregar valor às pessoas. Esse é o verdadeiro conceito de sucesso.

Quais são as vossas sugestões?

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