Hoje fez 16 anos após a tragédia de Entre-os-Rios, quando o tabuleiro da ponte colapsou. Gostava de relembrar esta situação pelos pontos que podemos aprender com ela. É com os erros que por vezes crescemos, conseguimos ver o que estava mesmo ao nosso alcance, mas que não tinha sido visto.
Assim gostava de destacar os três seguintes aspetos:
– Necessidade de manutenção de infraestruturas em especial ser efetuada uma manutenção preventiva e não apenas reativa, com base em planos de manutenção;
– Existir monitorização das infraestruturas, verificar a sua evolução e ter medidas corretivas a partir de determinados limites máximos definidos, por exemplo no caso de fissuras ou fendilhação;
– Infraestruturas em contacto direto ou indireto com a água ainda mais necessidade de monitorização.
Devemos ter sempre em consideração que todas as infraestruturas ou edifícios são feitos com vista à sua utilização. E esta utilização deve ser feita em condições adequadas e garantida da segurança e saúde dos utilizadores.
Considero mesmo que no âmbito do Portugal 2020 devia existir rubricas de financiamento para o mesmo. Neste momento o País tem muitas instalações, infraestruturas e edifícios que não apresentam qualquer tipo de manutenção preventiva, não têm planos de manutenção e por vezes nem se sabe como estão… fica o desafio!
