Hoje o dia começa de uma forma especial. Vou estar na Escola Superior de Desporto de Rio Maior, a participar como arguente em provas de dissertação de mestrado — um daqueles momentos que, para mim, têm sempre um significado muito particular.
Há algo de muito enriquecedor neste papel. Não é apenas sobre avaliar um trabalho académico; é, acima de tudo, sobre aprender. Aprender com outras perspetivas, com outras áreas de conhecimento, com o percurso e dedicação de quem chega a esta etapa final. Cada dissertação traz consigo um mundo próprio — ideias, desafios, dúvidas e conquistas.
E é isso que mais me motiva: esta troca. A possibilidade de questionar, de refletir em conjunto, de contribuir com a minha experiência, mas também de sair sempre com algo novo.
Hoje, por exemplo, ao olhar para um dos trabalhos, há aspetos muito interessantes que me fazem refletir — não só sobre o que está bem conseguido, mas também sobre o que pode evoluir. Pequenos ajustes que fazem toda a diferença no percurso académico:
– A importância de ir além da descrição e assumir uma posição mais crítica na revisão da literatura — não basta dizer o que os autores dizem, é preciso dialogar com eles.
– O valor de afinar bem o problema de investigação, tornando-o mais claro, direto e operacional — isso dá força a todo o trabalho.
– E ainda, o cuidado com a validação dos instrumentos utilizados — garantir robustez científica é essencial para dar credibilidade aos resultados.
São estes detalhes que transformam um bom trabalho num trabalho ainda mais sólido.
Ser arguente é, para mim, um privilégio. Um espaço onde o rigor académico se cruza com a curiosidade e onde o conhecimento deixa de ser estático para se tornar partilhado.
Hoje vou com essa disposição: mente aberta, espírito crítico e vontade genuína de acrescentar — e de levar comigo novas aprendizagens.
Porque, no fim, é simples: quando partilhamos conhecimento, todos evoluímos.
