Bolsas de Doutoramento FCT: Um Retrato da Excelência em Engenharia e Ciências Exatas

by Susana Lucas
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Recentemente tive oportunidade de analisar a lista das bolsas de doutoramento atribuídas pela FCT nas áreas da Engenharia e das Ciências Exatas e confesso que fiquei agradavelmente surpreendida com alguns dos resultados.

A Universidade do Minho surge em destaque, liderando o número de bolsas atribuídas, seguida pela Universidade do Porto, Universidade de Aveiro e Universidade de Coimbra. Apenas depois aparece o Instituto Superior Técnico, uma instituição que tradicionalmente associamos à excelência na formação e investigação em engenharia.

Mais do que uma classificação, estes resultados refletem o trabalho consistente que as instituições têm vindo a desenvolver ao longo de muitos anos. No caso particular da Universidade do Minho, considero que este reconhecimento é plenamente merecido. Ao longo das últimas décadas, tem afirmado uma estratégia muito sólida na engenharia e nas ciências exatas, investindo na qualidade da investigação, na internacionalização, na colaboração com empresas e na formação de investigadores altamente qualificados.

É sempre gratificante verificar que o mérito, quando sustentado por trabalho contínuo, acaba por ser reconhecido.

Outro aspeto que me deixou particularmente satisfeita foi encontrar Institutos Politécnicos representados neste ranking. Durante muitos anos existiu a ideia de que a investigação era quase um exclusivo das universidades. Felizmente, essa realidade tem vindo a mudar.

Os Politécnicos têm reforçado significativamente a sua capacidade científica, aumentado a participação em projetos de investigação nacionais e europeus, consolidado centros de investigação e criado condições para desenvolver conhecimento de elevada qualidade, sempre com uma forte ligação à inovação e às necessidades da sociedade.

Na minha perspetiva, este é um excelente sinal para o sistema científico português. Quanto maior for a diversidade de instituições capazes de produzir investigação de excelência, maior será também a capacidade do país para responder aos desafios tecnológicos, ambientais e sociais que enfrentamos.

Mais do que competir entre instituições, importa continuar a construir um ecossistema científico forte, colaborativo e complementar, onde universidades, institutos politécnicos, centros de investigação e empresas contribuam, cada um com as suas especificidades, para a criação de conhecimento e para a formação das próximas gerações de investigadores.

Parabéns a todas as instituições e, em especial, a todos os estudantes que conquistaram uma bolsa de doutoramento. Que este seja o início de um percurso científico desafiante, rigoroso e inspirador.

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