Por estes dias, mais do que estar focada no desenvolvimento do projeto Build2050, tenho tido desafios relacionados com a gestão financeira.
Cada programa europeu tem a sua própria forma de gerir e controlar a componente financeira. No caso do programa Erasmus +, tem mesmo diversas formas de analisar a gestão do dinheiro atribuído. Contudo as regras estão definidas e temos mais é que saber como podemos e devemos “gastar” o dinheiro.
A questão coloca-se quando a nossa entidade, mesmo sendo a entidade coordenadora, nos condiciona mais do que os próprios programas de financiamento, quando se pretende utilizar o financiamento, para criar ou mesmo dinamizar a nossa rede de contacto ou então termos uma forma de divulgação mais apelativa mais atual. A primeira questão está relacionada como o pagamento de despesas de refeição com elementos do consórcio. Aliás noutro dia um colega abordou-me a questão e ficou mesmo envergonhado de ter que outro elemento do consórcio a ter que pagar uma refeição cá em Portugal. A segunda parte está relacionado com querermos ter uma imagem e uma divulgação com impacto e que potencie mesmo a imagem da instituição.
Quando abordo estas questões com pessoal que gere fundos europeus, diz que por lá interessa é ter uma fatura de uma dada despesa, não é necessário cabimentação nem nada antes da despesa.
Estas questões colocam muito em causa o nosso desenvolvimento de trabalho de investigação, aliás já foram mesmo vários colegas que me falaram que desistiram de efetuar candidaturas pois o retorno que se tem comparativamente com as dificuldades que nos colocam não compensa… dá que pensar…
