Casas longas — um conceito (não tão) distante

by Susana Lucas
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O conceito de “casa longa” (ou longhouse), típico de várias regiões do Norte da Europa — como a Escandinávia, Escócia ou Islândia — remonta a séculos atrás e continua a fascinar quem estuda a evolução da habitação e da relação entre o ser humano, o território e os animais. Vi num livro sobre Vikings.

Estas casas compridas e térreas eram, em muitos casos, habitações partilhadas entre pessoas e animais, sob o mesmo telhado. A função era tanto prática como simbólica: proteger os animais do frio extremo, manter uma fonte de calor adicional junto às zonas habitadas, e reduzir a dispersão dos espaços numa paisagem dura e rural.

O mais curioso?
Portugal teve — e em muitos sítios ainda tem vestígios — de soluções semelhantes.

Nas zonas rurais do Norte e Centro do país, era (e ainda é, nalguns casos) comum encontrar casas onde, no piso térreo (a “loja”) viviam os animais — vacas, porcos, galinhas — e no piso superior, acessível por escadas exteriores, viviam as pessoas.

Este modelo respondia a necessidades práticas:
– proximidade aos animais (valiosa em contexto agrícola),
– aproveitamento do calor gerado,
– segurança contra roubos,
– otimização do espaço construído num terreno inclinado ou limitado.

Se olharmos bem, percebemos que estas soluções vernaculares — nórdicas ou mediterrânicas — têm muito em comum: são respostas locais a necessidades universais, com uma lógica funcional, ecológica e social que hoje, com outros meios, voltamos a valorizar.

Como podemos aprender com estas soluções tradicionais?
O que podemos reinterpretar no desenho de habitação contemporânea, entre funcionalidade e sustentabilidade?
Tens exemplos fotográficos destas casas em Portugal ou no estrangeiro? Partilha comigo!

 

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