Chuva em Agosto

by Susana Lucas
Published: Updated: 964 visualizações 2 minutes read
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Na 2ª feira lá existiu uma chuvada do final de Agosto e existiram inundações, em especial na zona de Lisboa. Eu como estou em terras Algarvias não dei por nada além dos relatos com quem contactei e pelas notícias.

A primeira questão é a frequência deste tipo de eventos de mudança de estação. Que eu me lembro é normal acontecer estas chuvas de final de verão. Ou mesmo a meio do verão.

A segunda questão é a capacidade dos sistemas artificiais de drenagem contruídos não terem capacidade de efetuarem a sua função. Quando se dimensiona um sistema de drenagem público usualmente não é para chuvadas de caudal não previsto, dado que tinha que ter dimensões muito elevadas (elevado investimento).

E então como tentar minimizar os estragos? Apresento duas hipóteses que podem e devem ser complementares.

Garantir o correto funcionamento dos sistemas naturais de drenagem. Existem ou existiram aquíferos subterrâneos que têm ou tinham uma rede de drenagem natural. Visitei há alguns anos uma cidade na Suíça (já não me lembro qual…) que além das linhas de água subterrâneas serem garantidas, na zona histórica e impermeabilizada, existiam valetas num dos lados das vias onde se via a água a “correr”. Por cá existiu igualmente esta necessidade de impermeabilizar o solo para arruamentos e construção, mas não se garantiu que a água tivesse forma natural de escoar… apenas pelos sistemas artificiais e as valetas deixaram de se construir.

Outra questão a retenção, natural ou construída. A natural pode ser a partir das zonas verdes das cidades. Serem projetadas para o efeito, da retenção da água. Garantir não existir necessidade de drenagem em simultâneo de grandes áreas. A vegetação pode contribuir para existir desfasamentos da entrada da água da chuva nos sistemas de drenagem. Por fim a retenção construída passa por existirem em locais definidos lagos com capacidade de retenção. No início do século XIX existia por exemplo um na zona mais baixa do Parque Eduardo Sétimo, onde agora existe agora uma garagem subterrânea…

Fica a reflexão!

 

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