Dentro de algumas semanas serão divulgados os resultados das candidaturas de acesso ao ensino superior. Felizmente, já não se escolhe a faculdade e o curso apenas porque tem mais (e mais bem pagas) saídas profissionais. Escolhe-se porque existe afinidade, porque é algo que os candidatos se visualizam a fazer no futuro, ou simplesmente porque conferem uma série de competências técnicas e pessoais que consideram importantes no futuro.
Por isso vou partilhar algumas das conclusões de um estudo realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.
Como alguns dos empregos do futuro ainda não existem, ficam as principais competências identificadas:
- Ciências: A economia verde estará muito baseada na ciência, tendo um papel fundamental os ambientalistas, biólogos, hidrólogos e bioquímicos
- Arquitetura e capacidade de visualização/planificação: As obrigações regulamentares ambientais e os compradores vão ser exigentes com os arquitetos e com os agentes de construção civil e paisagística para conseguirem edifícios e espaços verdes cada vez mais eficientes
- Competências informáticas e engenharia “verde”: Muito alavancado no ponto anterior, tecnologias de produção de energia a partir de fontes renováveis, meios de transporte de baixas emissões, etc., ocuparão uma grande parte dos empregos do futuro
- Agricultura: Com o aumento da procura por alimentos provenientes de agricultura sustentável, é preciso mudar a forma como se encara a agricultura enquanto profissão
- Competências na área da justiça ambiental: Para não repetirmos os erros do passado, haverá necessidade de fazer cumprir os direitos humanos e também os direitos ambientais
- Sistemas: Esta é muito vaga, mas a ideia é que trabalhadores com esta competência sejam capazes de desenhar, operar e monitorizar uma grande variedade de sistemas e indicadores de performance. Também terão a necessidade de complementar as suas perspetivas com macroeconomia para criar projetos-base sustentáveis a longo prazo.
Em que competências já investiram?
