Já foi há mais de 1,5 anos que vos abordei este tema da comunicação de ciência… e ainda encanita-me o cérebro como as coisas são feitas, e não é só a mim!
No Greenfest, quando tivemos a tertúlia das mulheres de água, tínhamos todas a mesma preocupação. Não é usual a comunicação ser feita por pessoas de ciência (ou pelo menos da área de especialidade) e por isso a informação não por vezes a mais correta ou mesmo incorreta.
Vou vos dar o exemplo da empresa Seamoretech que a Eva Sousa é CEO. Eu cheguei até ela por uma notícia que vi nas redes sociais que ela com outra colega (a Sofia Delgado) que referia que tinha desenvolvido um novo processo para passar a água salgada a água potável, o que não é de todo correto. O que elas estão a fazer, e que é fantástico, é relativa aos resíduos da produção de água potável a partir de água do mar, onde pretendem efetuar uma separação seletiva com vista a potenciar o seu uso em outras indústrias.
Talvez para quem não tenha um conhecimento muito aprofundado do tema, seja tudo a mesma coisa, mas acreditem que não é, que criou mesmo uma imagem no mínimo “estranho” em relação ao trabalho delas, que é de todo – no meu ver- espetacular.
Acredito que excelentes novidades vão sair dali!
