Construção modular em Portugal

dois mitos que continuam a confundir os proprietários

by Susana Lucas
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A construção modular tem vindo a ganhar cada vez mais destaque em Portugal. Rapidez de execução, controlo de qualidade em fábrica e maior previsibilidade são algumas das vantagens mais apontadas. No entanto, apesar do crescente interesse, continuam a existir duas ideias erradas muito frequentes entre proprietários que importa esclarecer.

Mito nº1: “Na construção modular não é preciso submeter processo à Câmara Municipal”

Esta é, provavelmente, a ideia mais comum — e também uma das mais incorretas.

Em Portugal, qualquer edifício de carácter permanente destinado a habitação ou outro uso está sujeito ao regras / Legislação. Isto significa que, independentemente de ser uma casa tradicional, modular, pré-fabricada ou em madeira, é obrigatório submeter o processo de construção à Câmara Municipal e obter o respetivo informação por parte da entidade.

A única exceção poderá aplicar-se a estruturas temporárias, sem fundações e sem carácter permanente — algo que não se enquadra numa habitação. Assim, uma casa modular é, do ponto de vista legal, uma casa como qualquer outra.

Mito nº2: “A construção modular é muito mais barata”

Outro equívoco recorrente é associar automaticamente construção modular a baixo custo. A realidade é mais equilibrada.

Em termos de investimento global, a construção modular não é necessariamente mais barata do que a construção tradicional. Os custos dos materiais, das especialidades, das fundações, das infraestruturas, dos projetos e da legalização continuam a existir. Em muitos casos, o valor final é equivalente.

Então onde está a verdadeira diferença?

A pergunta-chave: quanto custa o teu tempo?

É aqui que costumo colocar uma questão simples, mas poderosa:
quanto custa o teu tempo?

A grande vantagem da construção modular está no tempo de execução significativamente menor. Enquanto uma construção tradicional pode demorar 12 a 18 meses (ou mais), uma solução modular pode estar concluída em poucos meses.

Menos tempo de obra significa:

  • Menos incerteza
  • Menos custos indiretos
  • Menos stress e imprevistos
  • Entrada mais rápida em casa ou no mercado (no caso de investimento)

Se valorizarmos o tempo como um recurso — e não apenas o preço por metro quadrado — então sim, a construção modular pode sair mais “barata”. Mas não porque o investimento seja inferior, e sim porque o tempo necessário para chegar ao resultado final é muito menor.

A construção modular não elimina obrigações legais nem representa, por si só, uma solução de baixo custo. O seu verdadeiro valor está na eficiência, previsibilidade e rapidez.

Quem olha apenas para o preço, pode não ver a diferença.
Quem olha para o tempo, percebe imediatamente o ganho.

O que achas disto?

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