Numa viagem que tive que passar por Amesterdão e viajar na KLM, vi na revista na companhia um título que me despertou logo a atenção, Amesterdão – Cidade Circular do Futuro. Tinha como subtítulo, um laboratório vivo para a partilha e economia circular. Outra curiosidade foi ter questionada uma comissária de bordo se podia levar a revista e a resposta foi: Deve.
O conceito tem vindo a ser “ouvido” e aparece em diversos congressos tanto nacionais como fora. Mas como Amesterdão se propõe considerei fantástico! Aliás eu já tinha tido uma experiência na cidade, no caso o Estádio de Amesterdão, que em 2010 efetuou um Plano Estratégico de Sustentabilidade até 2015, onde o seu alvo era ser Zero de Carbono. Existiu igualmente uma frase que não esqueci de um gestor do Estádio: qualquer mudança para a Sustentabilidade, por mais pequena que seja, é importante.
Assim o objetivo é que quando Amesterdão, a capital da UE da Inovação, celebrará o seu 750º aniversário em 2025, a região terá de ser mais vital, dinâmica e viva do que nunca. Com a sua grande quantidade de iniciativas circulares e de partilha, a Área Metropolitana de Amesterdão mostra que está bem neste caminho, já tem diversos projetos em andamento.
O ambicioso presidente da Câmara de Amsterdão, Eberhard van der Laan, está a definir uma meta ambiciosa: “Esta cidade quer ser um exemplo para o resto do mundo sobre como a conectividade urbana, a sustentabilidade e as questões de habitabilidade podem ser abordadas e resolvidas de forma social e economicamente inovadora E de maneira saudável. ”
Será que este será o novo conceito de Sustentabilidade? Ou melhor a sua aplicação às cidades e seus territórios?
No artigo são referidos conceitos interessantes, desde Qualidade da Sustentabilidade, Edifícios construídos Zero de Carbono (não é a mesma coisa que NZEB, onde estamos a falar de quase zero) e circular win-win (negócios circulares onde todos contribuem e ganham).
São conceitos, no meu ponto de vista, tão interessantes e possíveis de implementar, que Amesterdão podia não estar sozinha (mesmo que fosse à frente) na caminhada para este novo conceito de cidade. Fica o desafio!
