Férias… a Fazer Aquilo de que Gosto

by Susana Lucas
0 visualizações 2 minutes read
A+A-
Reset

Estamos em pleno período de férias e, quando digo a algumas pessoas que continuo a trabalhar em candidaturas de projetos, a reação é quase sempre a mesma:

“Mas estás de férias!”

E têm razão.

Estou de férias.

Aliás, fiz questão de reservar alguns dias para desligar completamente. Sem computador, sem reuniões, sem e-mails e sem pensar em projetos. Esses momentos são importantes e acredito que todos precisamos deles para recuperar energia, ganhar novas perspetivas e simplesmente aproveitar o tempo com a família e os amigos.

Mas também é verdade que, depois desses dias, voltei a fazer aquilo que gosto.

Tenho estado a trabalhar em novas candidaturas, a pensar em ideias, a construir consórcios, a escrever propostas e a imaginar projetos que, espero, possam vir a criar impacto na sociedade.

E faço-o porque me dá prazer.

Ninguém me obriga.

Ninguém me pede para o fazer durante as férias.

Muito provavelmente, muitas das horas que dedico a este trabalho nunca serão reconhecidas por ninguém. Nem têm de ser.

Faço-o porque é aquilo que quero fazer.

Porque me realiza.

Porque sinto uma enorme satisfação quando uma ideia começa a ganhar forma, quando encontro o parceiro certo para um desafio, quando uma metodologia faz sentido ou quando consigo transformar uma folha em branco numa proposta consistente.

Há quem encontre esse sentimento a ler um livro, a pintar, a caminhar na natureza ou a tocar um instrumento musical.

Eu encontro-o, muitas vezes, a desenhar um novo projeto.

Isso não significa que viva apenas para o trabalho. Significa apenas que tive a felicidade de encontrar uma atividade que, em muitos momentos, deixa de parecer uma obrigação para passar a ser uma fonte de motivação e de realização pessoal.

Talvez seja esse o verdadeiro privilégio: poder escolher dedicar parte das férias a algo que nos faz crescer, que nos desafia intelectualmente e que nos entusiasma.

As férias continuam a ser um tempo para descansar.

Mas também podem ser um tempo para criar.

E, quando aquilo que fazemos nasce da nossa vontade e não da obrigação, percebemos que existe uma diferença muito grande entre ter de trabalhar e escolher trabalhar porque aquilo nos faz feliz.

No meu caso, escrever uma candidatura ou imaginar um novo projeto nunca é apenas preencher formulários. É sonhar com aquilo que ainda pode ser construído, reunir pessoas em torno de uma ideia e acreditar que a ciência e a inovação podem contribuir para melhorar a vida das pessoas.

É isso que me motiva.

E, sinceramente, não consigo imaginar melhor forma de terminar umas férias do que sentir que fiz exatamente aquilo de que gosto.

O que achas disto?

Partilha a tua reação ou deixa um comentário!