IMPACTO ECONÓMICO E SOCIETAL DA I&D

por SEIbySus
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Neste artigo analisa-se a forma como os projetos de I&D podem ser avaliados em termos do seu impacto societal, isto é para a resolução de problemas societais, como a saúde, a pobreza, a energia sustentável e o impacto económico, nas empresas e na sociedade como um todo.

Como é descrito num documento do LERU (League of European Research Universities) “Produtive Interactions: societal impact of academic research in the knowledge society” (LERU, 2017), o processo de I&D, com vista à produção de conhecimento, não é um processo linear que começa com a investigação básica e acaba nas aplicações a serem utilizadas no Mercado. Em vez disso, trata-se de um processo iterativo e interativo, que progride de uma forma aberta e colaborativa, envolvendo diferentes domínios científicos numa rede na qual diferentes parceiros com diferentes especializações e conhecimentos colaboram na base de objetivos comuns.

O modelo baseado em TRL (“Technology Readiness Level”), é considerado demasiado linear para descrever o processo de Inovação. Este pode implicar voltar a uma fase anterior, avanços e recuos com uma dada inovação, resultados parcelares, produtos não concretizados, desapontamentos e sucessos.

Muitas vezes, existe a tentação de se considerar que os projetos de I&D deverão dar retornos diretos e imediatos do investimento efetuado. No entanto, muitos projetos poderão não conduzir a produtos vendáveis para as empresas ou a soluções de curto prazo para problemas práticos.

Os projetos de I&D desenvolvidos em co-promoção têm uma focalização em produtos e serviços que deverão ter impacto no volume de negócios das empresas no horizonte de três a quatro anos, após a conclusão do projeto. No entanto, embora em fase de candidatura seja avaliado o impacto na empresa e na economia, não existe nenhuma metodologia de avaliação do impacto após a conclusão do projeto.

De acordo com o documento do LERU já citado, a avaliação do impacto da I&D na sociedade deverá ter em conta os seguintes fatores:

  1. Contextualidade – Refere-se ao facto de que a transformação do novo conhecimento científico em aplicações práticas, difere de setor para setor e está dependente das interações com diferentes partes interessadas. Por exemplo, no campo da medicina, tem de envolver hospitais, legisladores, indústria farmacêutica, organizações de doentes.
  2. Extensão temporal – É necessário dar tempo entre o surgimento de uma questão científica fundamental e aplicação prática de uma solução na sociedade. Poderá exigir poucos ou muitos anos. No entretanto, muitas mudanças poderão ocorrer na rede de Inovação que desenvolveu a solução e novas opções tecnológicas poderão estar disponíveis.
  3. Contribuição – Na rede de Inovação, muitas vezes é difícil avaliar a contribuição das várias entidades específicas, pois muitos passos que conduziram à Inovação resultaram da colaboração entre elas.

 

João & Susana

Referências

LERU. (março de 2017). Produtive Interactions: societal impact of academic research in the knowledge society, LERU (League of European Research Universities) position paper

 

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