Por estes dias vi no Instagram da Gabriela Prioli uma referência a Paulo Freire, muito interessante e que me fez refletir:
“O educador não tem (o direito) de impor os seus sonhos aos estudantes. Os educadores não deveriam ter de esconder seus sonhos, mas não pode impô-los. Dizer sobre eles é um direito, mas têm obrigação de dizer que há diferentes sonhos. O que os jovens necessitam é precisamente do testemunho da diferença e o direito de discutir a diferença.”
Esta narrativa está em especial direcionada para as universidades. E sim fez-me pensar o meu posicionamento, que por vezes até colocava em causa por ser diferente do convencional, mas agora percebo que tem todo o sentido.
Nunca me considerei dona da razão ou do conhecimento, muito pelo contrário, e talvez por isso gosto tanto de aprender e ampliar o meu conhecimento.
Quando estou a lecionar e algum aluno me questiono a primeira reação – talvez quase involuntária – é que eu posso estar errada… mas depois abordando os tema com os alunos verifico que não.
Fico fascinada quando um aluno me apresenta uma forma diferente de abordar um dado conhecimento, que por ser diferente não está errado, é simplesmente uma forma diferente de ver.
Considero que este deve ser mesmo o caminho no conhecimento de diferença, dado os desafios ser cada vez mais inesperados tanto em termos temporais como de características.
Por isto este texto fez-me todo o sentido.
