nZEB e SouthZeb

by Susana Lucas
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À mais de um ano (final de 2015) frequentei uma formação de formadores em nZEB mais especificamente SouthZEB. O que são estes conceitos?

Um edifício nZEB (nearly-zero enegy building) encontra-se definido na Diretiva 2010/31/U, Edifício de balanço energético quase nulo: “é um edifício com um desempenho energético muito elevado”, tal como exposto no Anexo I (da EPBD-recast), ou seja, a quantidade de energia requerida de “quase zero” ou muito baixa deve ser obtida em grande parte a partir da utilização de fontes de energia renováveis, incluindo energia obtida a partir de fontes renováveis produzida no local ou nas suas proximidades.

A Diretiva 2010/31/UE refere igualmente como deve ser implementado o conceito nZEB: “É da exclusiva responsabilidade dos Estados-Membros estabelecer requisitos mínimos para o desempenho energético dos edifícios e dos elementos construtivos.“

Na Europa existiu a definição de duas zonas de necessidades (energéticas) distintas para o nZEB, o NorthZEB, edifícios do Norte da Europa, onde as necessidades de aquecimento são as mais determinantes para o objetivo e o SouthZEB, onde-se inclui Portugal, onde as necessidades de arrefecimento são as mais elevadas.

Encontra-se igualmente definido que a partir de 2018 todos os novos edifícios públicos devem implementar o conceito, ou seja, serem SouthZEB. Mas já passamos o primeiro trimestre de 2017 e a legislação nacional? Não devíamos estar a projetar tendo em conta as exigências já definidas?

Também existiu uma formação desenvolvida no início de 2016 com os formadores (formados inicialmente) e depois nada… nunca mais foi dada qualquer formação, nunca mais existiram notícias do projeto.

Além de existir legislação europeia que tem que ser cumprida considero que este terá que ser o caminho para os edifícios tanto na nova construção como na reabilitação. Deve mesmo existir distintos níveis de compromisso conforme o nível de intervenção. Ainda não sabemos o que efetuar, onde e o que é quase zero… pode ser tudo!

 

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