Na semana passada escrevi aqui no blog (a 01.12.2025) sobre o porquê de nunca ter tido uma piscina. Falei do tempo, das prioridades, da vida que se vai organizando sempre à volta do “um dia”. Pois bem… esse “um dia” chegou de repente, sem aviso e de forma completamente inesperada.
Ofereceram-me uma piscina.
Assim, mesmo simples, esta frase ainda me soa estranha. Talvez porque durante anos a piscina foi sempre algo adiado, quase um símbolo de um luxo distante. Mas desta vez não houve desculpas, não houve adiamentos. Houve apenas uma decisão impulsiva, daquelas que só fazem sentido quando se pensa nos sorrisos dos outros.
E lá fui eu. Num só dia fiz 500 km para a ir buscar.
Confesso: enquanto conduzia, pensei várias vezes se não estaria a exagerar. 500 km por uma piscina? Parece uma daquelas histórias que se contam a rir mais tarde. Mas depois lembrava-me da alegria das crianças, dos mergulhos improvisados, das gargalhadas, do caos bom dos dias de verão… e tudo voltava a fazer sentido.
Agora ela está aqui. Enorme. Maior do que eu imaginava. E sim, admito: vai ser uma verdadeira loucura tentar montá-la. Só de olhar para as caixas já antevejo instruções confusas, peças espalhadas pelo chão, tentativas falhadas, impaciência… e, provavelmente, muitas risadas pelo meio.
Mas também sei isto: quando finalmente estiver montada, vai valer cada quilómetro feito, cada minuto de cansaço, cada dúvida pelo caminho. Porque aquela piscina não é apenas uma piscina. É um palco para memórias, para brincadeiras sem horas, para ver os miúdos felizes de uma forma tão simples e tão pura.
Às vezes fazemos coisas irracionais. Outras vezes fazemos coisas por amor. E há momentos em que essas duas coisas são exatamente a mesma.
