Há momentos no percurso profissional que nos surpreendem pela positiva. Recentemente comecei a colaborar com uma empresa como parceira em projetos de investigação. Esta colaboração começou há cerca de um mês e, curiosamente, ainda nem tivemos oportunidade de nos conhecer pessoalmente.
Falámos apenas três vezes ao telefone. Mesmo assim, numa das últimas conversas, o CEO da empresa disse-me algo que me marcou:
“Susana, para ideias dessas como tu tens nem precisas de falar comigo, podes sempre contar connosco.”
São frases simples, mas que dizem muito. Revelam confiança, abertura à inovação e vontade de apoiar novas ideias — algo que nem sempre é tão comum como gostaríamos no contexto da investigação e da colaboração com empresas.
Outra coisa que me chamou a atenção desde o início foi algo muito particular: mesmo ao telefone, percebe-se quando alguém está a sorrir enquanto fala. Há uma energia diferente na conversa, uma proximidade que atravessa a distância e torna o diálogo mais natural e positivo.
Ainda não nos conhecemos pessoalmente, mas esta primeira fase de contacto deixa-me muito otimista em relação ao que poderá surgir desta parceria. Quando existe abertura para ouvir ideias, confiança e entusiasmo, criam-se as condições certas para que bons projetos aconteçam.
E às vezes tudo começa com algo tão simples como uma conversa ao telefone — e um sorriso do outro lado da linha.
