Na semana passada tive dois momentos que me deixaram particularmente feliz. Recebi pedidos de ajuda de dois doutorandos que estão a desenvolver o seu trabalho de investigação. Não sou orientadora deles, nem tenho qualquer papel formal nos seus projetos, mas ainda assim consideraram que a minha opinião poderia ser útil.
Confesso que fiquei muito honrada com essa confiança. No meio das exigências da investigação, da escrita científica e de todos os desafios que um doutoramento traz, parar para pedir uma segunda opinião demonstra algo muito importante: vontade de aprender, de melhorar e de aprofundar o conhecimento.
A ciência e o conhecimento não evoluem isoladamente. Evoluem através da discussão, da troca de ideias, da crítica construtiva e da partilha de experiências. Muitas vezes, uma conversa, um comentário ou uma perspetiva diferente pode ajudar a clarificar um caminho ou a abrir novas possibilidades.
Por isso mesmo, quero deixar algo muito claro: estarei sempre disponível para ajudar quem procura evoluir no conhecimento. Não é preciso ter um papel formal para contribuir. Às vezes basta disponibilidade, curiosidade e vontade de partilhar o que se aprendeu ao longo do percurso.
Se a minha experiência puder ajudar alguém a avançar um pouco mais no seu trabalho, então já valeu a pena.
Porque o conhecimento cresce quando é partilhado.
