Nas últimas semanas têm surgido várias notícias sobre o programa “Casas Mais Sustentáveis”, uma iniciativa que, em teoria, deveria impulsionar a eficiência energética e a reabilitação sustentável das habitações em Portugal. No entanto, o que se tem verificado na prática está longe do ideal: processos lentos, dificuldades na execução e uma clara falta de agilidade administrativa.
Este programa representa uma oportunidade fundamental para promover a sustentabilidade no setor habitacional, reduzindo o consumo energético e as emissões de carbono — objetivos alinhados com as metas europeias e com a tão necessária transição verde. Contudo, a demora na análise de candidaturas, a complexidade dos procedimentos e a falta de clareza na comunicação com os beneficiários estão a comprometer a eficácia da iniciativa.
Mais do que lançar programas, é essencial garantir que a execução acompanha a ambição. A sustentabilidade não pode ficar presa em processos burocráticos ou em sistemas que dificultam a concretização das medidas no terreno.
Portugal tem profissionais competentes, tecnologia disponível e vontade de mudar — falta apenas que as políticas públicas sejam implementadas com a eficiência e transparência que a causa ambiental merece.
