Quando poucas pessoas fazem uma grande diferença

by Susana Lucas
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Na semana passada realizámos mais uma tertúlia da Scientia Nexus. Como acontece em muitos encontros deste género, o número de participantes não era o mais importante. O que verdadeiramente importa é a qualidade das conversas, das ligações que se criam e das ideias que surgem quando pessoas com percursos diferentes se sentam à mesma mesa.

E foi exatamente isso que aconteceu.

Tivemos o prazer de receber uma convidada da Câmara Municipal de Setúbal, da área do Ambiente e das Alterações Climáticas. A conversa revelou interesses comuns, desafios partilhados e oportunidades de colaboração entre a ciência e a administração local. O resultado mais gratificante foi a sua decisão de se juntar à Scientia Nexus, reforçando a nossa convicção de que a associação continua a crescer não apenas em número, mas sobretudo na diversidade de experiências e competências dos seus membros.

A tertúlia contou também com um momento muito especial proporcionado pela Cristina Pinto-Coelho. A música trouxe uma dimensão diferente ao encontro, recordando-nos que a ciência e a cultura não vivem em mundos separados. Ambas despertam curiosidade, estimulam a criatividade e aproximam pessoas.

Outro dos temas que suscitou uma reflexão muito interessante foi a anunciada integração da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) com a Agência Nacional de Inovação (ANI). Independentemente das diferentes perspetivas sobre esta evolução, ficou claro que se trata de uma mudança com potencial impacto no ecossistema nacional de investigação e inovação. Será importante acompanhar este processo, compreender as oportunidades que poderá criar e contribuir, sempre que possível, para um debate informado sobre o futuro da ciência em Portugal.

No final da tarde fiquei com uma ideia reforçada.

Uma associação científica não se constrói apenas através de projetos financiados, candidaturas ou publicações. Constrói-se através das relações de confiança entre os seus membros. São estes momentos informais que permitem conhecer melhor as pessoas, identificar interesses comuns e criar as bases para futuras colaborações.

Tenho a convicção de que a Scientia Nexus continuará a crescer precisamente desta forma: pessoa a pessoa, conversa a conversa, ideia a ideia.

E talvez seja essa a maior força de uma associação de pessoas de ciência: criar um espaço onde todos se sintam bem-vindos para aprender, partilhar e construir conhecimento em conjunto.

Que bom que foi este encontro. Agora seguem-se as férias para muitos de nós, mas regressaremos com a mesma vontade de continuar a aproximar pessoas, instituições e territórios através da ciência.

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