Quando uma recomendação pessoal faz a diferença

by Susana Lucas
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Na semana passada, tive conhecimento de que um jovem da minha zona se vai candidatar à Universidade Politécnica de Setúbal para frequentar um Curso Técnico Superior Profissional.

Embora pudesse ter escolhido uma instituição em Lisboa, mais próxima da sua residência, decidiu candidatar-se à UniPS porque recebeu boas referências sobre a instituição e sobre o curso que pretende frequentar. Pelo menos duas pessoas lhe recomendaram esta opção e essas opiniões foram suficientemente importantes para que fizesse questão de escolher Setúbal.

Fiquei muito feliz quando soube. Mesmo não sendo um curso da minha área de conhecimento, escolheu a instituição onde trabalho e com a qual mantenho uma forte ligação. É sempre gratificante perceber que o trabalho desenvolvido por uma instituição é reconhecido para além das suas instalações e transmitido através das experiências de quem a conhece.

Esta situação fez-me refletir sobre a importância da recomendação pessoal. As instituições investem, naturalmente, em campanhas de divulgação, redes sociais, visitas, eventos e outros meios para apresentarem a sua oferta formativa. Tudo isso é necessário. Contudo, talvez nenhuma comunicação institucional tenha tanta influência como alguém dizer, com convicção: “Eu conheço, tenho boas referências e recomendo.”

Uma recomendação pessoal transporta confiança. Resulta, muitas vezes, de uma experiência concreta, do contacto com estudantes, docentes, trabalhadores ou antigos diplomados. Por isso, cada pessoa que passa por uma instituição pode tornar-se a sua melhor forma de divulgação — ou, pelo contrário, revelar aquilo que necessita de ser melhorado.

A reputação não se constrói apenas através da imagem que uma organização comunica sobre si própria. Constrói-se diariamente na forma como acolhe, ensina, apoia e acompanha as pessoas. É a qualidade dessas experiências que, mais tarde, é partilhada com familiares, amigos, colegas ou vizinhos e pode influenciar uma decisão tão importante como a escolha de um percurso formativo.

Este jovem escolheu a Universidade Politécnica de Setúbal porque confiou nas pessoas que lhe falaram bem dela. Fica a dica: por vezes, a ligação pessoal e a experiência partilhada têm muito mais influência do que qualquer campanha de divulgação sem uma relação humana associada.

Agora, espero sinceramente que seja admitido e que encontre na nossa instituição aquilo que lhe disseram que iria encontrar — um lugar onde possa aprender, crescer e construir o seu futuro.

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