A semana passada veio uma notícia no Jornal Público a dar nota a um movimento, Right to Repair, que tem ganho força nos últimos anos: reparação vs substituição dos equipamentos eletrónicos.
Atualmente, uma grande parte dos consumidores prefere substituir um antigo eletrodoméstico em vez de o reparar, porque muitas vezes a sua reparação fica mais cara do que a substituição por um novo. Os fabricantes dificultam a sua reparação e, quando tal é fisicamente possível, apenas pode ser feito em alguns (raros) locais credenciados para tal.
A pressão social e ambiental vai dar agora os primeiros frutos através de um projeto legislativo que a Comissão Europeia vai apresentar para permitir a reparação de equipamentos eletrónicos.
Este projeto legislativo vai promover o direito à reparação. Não vai ser obrigatório reparar, vai é ser dada a possibilidade aos consumidores de tentarem reparar, a um preço justo, antes de pensarem em substituir.
Uma das curiosidades deste projeto é o facto de implementarem um manual de reparação do equipamento. Será um manual com as dicas de resolução para as avarias mais comuns e que podem ser reparadas pelo próprio consumidor.
Sabiam que os resíduos eletrónicos estão a crescer a um ritmo de até 5% ao ano? É urgente repensar a substituição.
