Aproveitando o Dia da Mulher da passada sexta-feira, trago-vos um exemplo de discriminação positiva.
No Japão, mais de metade das famílias monoparentais vive abaixo do limiar da pobreza.
Com milhões de casas vazias e cerca de 700.000 mães solteiras que não têm possibilidades para ter um local onde morar, a associação Little Ones compra casas abandonadas, remodela-as com subsídios governamentais e aluga-as a mães solteiras com tarifas baixas que estas possam suportar.
No Japão, como em quase todo o mundo, as mães solteiras são alvo de estigma e preconceito, sendo difícil conseguirem uma casa para alugar, ou porque os proprietários não querem alugar a mães solteiras com receio que estas não paguem a renda, ou porque efetivamente não conseguem pagar a renda. Para além disso, há várias associações de solidariedade social que lhes prestam coaching a nível profissional e pessoal (alimentação e vestuário, por exemplo) e apoio legal às vítimas de violência doméstica.
Desde 2013 a Little Ones já conseguiu casa a mais de 200 mães solteiras.
Será que conseguimos fazer o mesmo cá?
