É com enorme orgulho que escrevo este texto.
Nos últimos dias, Portugal tem sido novamente confrontado com episódios de cheias que afetaram várias regiões do país, trazendo consigo preocupações legítimas por parte das populações e uma forte atenção mediática. Nestes momentos, torna-se particularmente importante que o debate público seja sustentado por conhecimento científico, rigor técnico e uma leitura fundamentada dos fenómenos naturais.
Foi por isso que recebi com grande satisfação a notícia de que dois colegas da Scientia Nexus foram solicitados por órgãos de comunicação social para esclarecer e comentar as recentes cheias: o Professor João Santos, do Instituto Politécnico de Beja, e a Professora Helena Simão, do Instituto Politécnico da Guarda.
O reconhecimento do trabalho do João e da Helena vai muito além da visibilidade mediática. Representa a validação de anos de investigação, estudo e dedicação às áreas em que são especialistas. Num contexto em que a informação circula rapidamente — nem sempre com o devido enquadramento técnico — é fundamental que os meios de comunicação recorram a especialistas qualificados para interpretar dados, contextualizar fenómenos extremos e ajudar a sociedade a compreender melhor o que está a acontecer.
As cheias, cada vez mais frequentes e intensas, exigem análises multidisciplinares: desde a gestão do território à engenharia hidráulica, passando pelas alterações climáticas e pelo ordenamento urbano. Quando especialistas como o João Santos e a Helena Simão são chamados a intervir, não estão apenas a comentar um evento pontual — estão a contribuir para uma literacia científica mais robusta e para decisões mais informadas no futuro.
Enquanto colega na Scientia Nexus, sinto um orgulho genuíno por ver reconhecida a competência científica que existe dentro da nossa rede. É também um sinal claro de que as instituições de ensino superior politécnico desempenham um papel fundamental na produção de conhecimento aplicado e relevante para a sociedade.
Que este seja apenas mais um de muitos momentos em que o saber científico é chamado a iluminar o debate público. Portugal ganha quando escuta os seus especialistas. E nós, enquanto comunidade académica, ganhamos quando vemos o mérito ser reconhecido.
Parabéns, João. Parabéns, Helena. É um privilégio partilhar este caminho convosco.
