Usar ou não usar Inteligência Artificial: será que estamos a pensar menos… ou a criar mais?

by Susana Lucas
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Recentemente deparei-me com um estudo do MIT que analisava diferentes formas de trabalho: pessoas que realizavam tarefas sem qualquer apoio, outras que recorriam a pesquisa online e, por fim, aquelas que utilizavam inteligência artificial. A conclusão foi interessante — quem não utilizava qualquer recurso externo apresentava uma maior ativação cerebral. E isto levanta uma questão quase imediata: será que, ao usar inteligência artificial, estamos a pensar menos?

Não sendo especialista na área, só posso falar da minha própria experiência. E aquilo que sinto é um pouco diferente. Não sinto que penso menos — sinto que penso de outra forma. A inteligência artificial, para mim, não substitui o pensamento, mas sim expande-o. Ajuda-me a organizar ideias, a ver novas perspetivas e a explorar caminhos que, talvez, demorassem muito mais tempo a surgir sozinha.

O que noto com mais clareza é que a minha capacidade produtiva aumenta, e a minha criatividade também. Consigo fazer mais no mesmo tempo, com mais estrutura e, muitas vezes, com mais profundidade. E talvez seja aqui que está o verdadeiro ponto: usar inteligência artificial não é desligar o cérebro, é escolher como o queremos usar.

Podemos usar como muleta ou como ferramenta. Podemos copiar ou podemos criar melhor. No final, tudo continua a depender de nós — da nossa intenção, do nosso critério e da forma como decidimos pensar.

Talvez a questão não seja se estamos a usar mais ou menos o cérebro, mas sim se estamos a usar melhor o nosso tempo, com mais consciência e mais intenção. No meu caso, sinto que não faço menos. Faço diferente. E, de alguma forma, faço mais.

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